• Cristalwolf

Por que minha magia não funciona mesmo depois de tanto esforço?


Caminhei até aqui e me esforcei muito... Mas por que minha magia não funciona?

A origem da magia Algumas pessoas mesmo se esforçando muito alegam não obter resultados algum através da magia, mesmo tendo tentado de tudo. Antes para compreender por que a magia não funciona, temos que entender que é a magia e onde fica sua origem. O termo mais simples de compreender o que é magia é a designação comumente aceita de que “o poder de alterar ou criar mudanças através de sua vontade”. Esse texto não vem explanar sobre a origem cronológica, de algo como “quando os humanos começaram a usar magia”, mas sim de onde ela vem. Encontrar a fonte da magia é tão fácil quanto encontrar a localização da alma num corpo e colocá-lo num tubo de ensaio: ou seja, nada fácil, se não impossível, mas podemos citar todas as principais possíveis fontes, e através disso encontrar o ponto falho de porque alguns bruxos tem problemas com seus feitiços.

Valendo lembrar que as fontes mágicas podem ser múltiplas, citemos apenas para nos prepararmos para a segunda parte do texto que é onde tratamos o “porque” da questão.

O núcleo mágico do universo


Emana energia mágica que permeia tudo e todos, podendo ser moldada, direcionada, armazenada, programada, reformulada, doada, etc.

A natureza

Idem acima, valendo lembrar que a natureza como o homem primitivo conhecia, era apenas uma porção pequena de todo o cosmos. Tecnicamente, os elementos e a natureza nesse caso soariam como um filtro para as transformações da energia mágica.

As divindades

Nesse caso, eles doam conscientemente, ou inconscientemente, apenas porque esse seria um de seus atributos, onde caberia a eles doar o necessário, influenciar, negar, interferir, ou apenas dá-la, sem se intrometer no uso. Noutros casos eles se intrometeriam dependendo de suas vontades que podem ser explicitas ou totalmente ocultas ao mago operante, segundo sua fé comprometimento.

O bruxo em si

O bruxo em si transformaria todas as influências e emanações da natureza, dos elementos, dos espíritos, do cosmos, da própria mente, e inumeráveis outras fontes segundo sua vontade e habilidade, convertendo essa energia dentro de si mesmo em energia mágica, para por fim utilizá-la.

Todas as opções acima, ou nenhuma delas

Há que diga que poderiam ser todas as opções acima, em frações diferentes, para cada parte ou que nenhuma delas explicaria o que na verdade não faz tanta diferença, desde que funcione. Mas isso esbarra num problema muito comum entre os bruxos: por que certos bruxos alegam não conseguir fazer com sua magia “funcione”?

Tudo isso até agora foi extremamente resumido, redundante e subjetivo, mas o objetivo é apenas lançar uma luz sobre a verdadeira questão do problema que alguns bruxos fazem: “Por que minha magia parece não funcionar"?


Coerência e magia funcional - O discípulo aplicado e seus talentos Áreas fortes e dedicação

Hoje em dia, com o advento da internet e da partilha de dados, se tornou razoavelmente fácil conseguir informações sobre os mais variados temas e costumes, isso inclui a magia. Entretanto, a falta de comprometimento também se tornou pandêmico, criando assim um novo grupo de pessoas, que poderiam ser até chamadas de esotéricas, mas não bruxas.


Pessoas que dizem se “sentir bruxas”, mas não praticam nenhum tipo de magia, não são regidos por nenhum panteão, ou se recusaram a ler sobre o assunto, e nunca se arriscaram e quaisquer artes divinatórias. Ainda sim, dizem ser verdadeiros bruxos, como que se para isso bastasse ser detentor de um estado de espírito. Isso, porém não torna ninguém realmente um mago ou bruxo. Mostra apenas que a pessoa tem interesse no assunto, e quando por vez resolve praticar o que ela acha ser magia, não obtém os resultados esperados, resultando no que pode ser chamado de “magia fraca”. Há ainda aqueles que se dizem súditos de certa divindade, mas usam somente meios de evocação genéricos, simbólicos apenas na cor e aroma, e se espantam quando devotos da mesma divindade conseguem resultados surpreendentes. Isso se deve ao fato que “devoto”, “bruxo” e ‘bruxo devoto”, são três coisas diferentes.

É a questão da coerência: Devotas de Afrodite que se recusam a ter um romance, Devotos de Ares que jamais tocariam numa arma ou ficam longe de qualquer coisa que lembre arte marcial, devotos de Juno que não encontram tempo para plantar, de Bast que não suportam gatos e por assim continua. A maior parte dos bruxos é bem eclética, e comumente costuma ter um pequeno grupo de deuses que lhe é familiar, mas negligencia a conexão através de um esforço mais vigoroso, por achar complicado, cansativo ou desconfortável.

Acaba inventando seus meios que lhe favorecem em comodismo, porém, ritualmente quase não tem funcionalidade.

É comum a dúvida do neófito, muitas vezes se inicia só e secretamente não sabendo bem para onde olhar. Essa é a hora de afiar o senso critico e se perguntar:

Quem sou eu? O que eu quero? De quem e do que eu gosto? O quanto eu sei sobre magia? O que é magia para mim? O quanto estou disposto a me esforçar para evoluir? O que estou disposto a fazer para realizar o ato magico em si? Que artes me atraem mais e quais realmente tenho afinidade?

Esforço não é garantia, mas evidentemente todo sucesso foi fruto de um esforço anterior. Bruxo não é obrigado a seguir uma divindade se não quiser. E bruxos que seguem essa ideologia veem a magia como transformação da energia interna e externa através da sua vontade.


Tampouco um bruxo é obrigado a seguir um panteão “lacrado”, perdendo terreno por tabu, ou boatos de que tal ato é “condenável”. E quanto ao bruxo devoto, a este cabe manter a conexão com a divindade regente através de processos consagrados, sérios e lúcidos.

Ainda temos os seguidores ou devotos, que não são obrigados a se tornarem bruxos, apesar de assim o acharem devido a comentários infundados ou precipitados de pessoas inexperientes ou catequistas.

Deve-se afiar e fortalecer a magia. E isso requer esforço, estudo e dedicação: Tanto um caco de vidro quanto uma espada são afiados e brilham, mas só um pode ser usado numa batalha.

A IMPORTANCIA DO DESCANÇO PARA O BRUXO O bruxo aguarda uma hora na fila do caixa do bando e na vez o aparelho quebra. E não apenas uma vez, mas várias. O sinal sempre abre para carros quando ele está a pé, e para pedestres quando está de carro. Falta aquela moeda para completar a quantia, e o vendedor se nega a baixar o preço. Feijão estraga, aparecem ratos, grilos de jardim, ou outros seres para incomodar. Máquinas quebram, e você parece estar constantemente no lugar errado e na hora errada. Aparelhos funcionam de forma estranha ou simplesmente enlouquecem.

Acalme-se. Não é nenhum trabalho daquele rival... Você pode apenas estar com as “mãos de artista”!

A casa do artista é toda suja de tinta, ele sai da pintura e por vezes esquece-se de limpar as mãos, sujando talheres, baixela, maçanetas, portas, roupas e bichos de estimação, documentos importantes e até aquela foto preferida.

O artista esta imerso na arte e na criação, tão compenetrado que por vezes se esquece de limpar as mãos, e sai tateando tudo que vê pela frente, manchando tudo. Com o tempo ele até acaba se acostumando. Nem se importa mais com as manchas de tintas que aparecem por aí. Mas às vezes, elas causam problemas irritantes. Gosto de tinta na comida, um código de barras que manchou, a roupa especial de sair que fica irrecuperável... Ele começa a desconfiar que terá que criar uma nova rotina para se livrar desses problemas e chega a seguinte conclusão:

Ou se proíbe de sair com as mãos sujas de tinta ou vai continuar manchando a casa toda. E o que tudo isso tem a ver com aqueles dias de agouro na vida dos bruxos onde tudo parece dar errado?

Tudo!

Assim como a tinta é uma extensão involuntária da vontade do artista de pintar constantemente, o bruxo tem um toque especial, cheio de magia, que por vezes não percebe que não esta conseguindo desligar ou controlar. É como iniciar um processo mágico numa noite e passar o resto da semana engrenado como se ainda estivesse dentro dele, resultando em cansaço e empecilhos diversos. Todo bom bruxo sabe que é possível influenciar o ambiente a sua volta voluntariamente e involuntariamente através da magia. O corre-corre dos dias de hoje às vezes não nos deixa perceber que não estamos mudando nosso estado mental, saindo por aí com uma carga energética muito alta e imprevisível, capaz de causar as mais diversas desordens, alterando campos energéticos de seres vivos e mesmo de máquinas.

Aqui então fica mais notória a importância do descanso, não só para se refazer as forças, mas para desligar a mente dos processos variados da correria do dia a dia.

Mesmo não sendo novidade o beneficio do descanso, não ouso dizer que as pessoas não o fazem por opção, mas sim por falta dela. Atualmente está cada vez mais difícil conseguir tempo para as tarefas pessoais e para o próprio descanso, e mesmo conseguindo tempo, algumas pessoas não conseguem se desligar. O corpo parece ainda continuar num modo de prontidão e se recusa a relaxar, resultando em perturbações no sono e na saúde, física e mental.

No entanto existem coisas que podem ser feitas para ajudar a descansar de verdade senão na primeira tentativa, com um pouco de pratica e levando em consideração certos preparativos. Nenhuma das dicas abaixo é novidade na verdade, mas é bom relembrar que:

  • Os preparativos primários implicam nos afazeres indiretos, como comida para os bichos de estimação, conversar com parentes que você precisa descansar, e trancar portas ou janelas. Nada pior do que se levantar ou ser interrompido quando se esta num estado de quase sono por ter se esquecido de coisas básicas.

  • Um pouco de atividade física lúdica pode ajudar a preparar o corpo para não lutar contra o sono.

  • Desligue o celular.

  • Açúcar. Seja lá o que estiver tomando tenha se puder mel, ou tome sem adoçar. Se for usar açúcar, use o mínimo possível.

  • Refrigerante, café ou energéticos. Substitua por chá calmante ( como de camomila, melissa, cidreira e erva doce. Uma leve mistura dessas ervas pode ajudar)

  • Evite Alimentos pesados e de digestão mais difícil, como massas e carnes, de preferencia a vegetais e frutos. Evite descansar de estômago vazio, passar fome quando se esta relaxando pode incomodar muito.

  • Música agitada demais pode perturbar a mente. Prefira músicas mais calmas ou mesmo, sons da natureza, musica ambiente calma.

  • Banho ajuda, desde que não quente de mais. Prefira os mornos e lembre-se que somos feitos para dormir nus, mas nos esquecemos disso. Obs.: não durma nu se isso o incomoda.

  • Não fique em ambientes muito claros, e prefira o escuro completo somente se você estiver acostumado a isso.

  • Um bom colchão é também aconselhável.

  • O ar precisa estar fresco, ambientes mal ventilados causam males à respiração e ao sono.

  • Incensos e essências ambientadoras não devem ser usados em excesso ou próximo do rosto. Prefira as essências mais suaves.

  • Remova anéis, brincos, piercings, colares, relógios, etc.

  • Respire com calma, lentamente e de forma correta, e conte as respirações com calma. Controlar a respiração e respirar de forma correta é quase medicinal, e uma forma que pode ajudar tanto na meditação quanto no relaxamento.

Depois de alguns dias de treino, você conseguirá entrar em estado de repouso mais rápido e com mais facilidade. Tão importante quanto saber lutar é saber descansar quando necessário: às vezes só se prossegue numa luta se for possível renovar as forças. Noutras palavras: às vezes a chance de descansar surge inesperadamente, e tem que ser aproveitada. O resultado desse treino é baixar os padrões energéticos agressivos que podem estar causando alterações das mais diversas no seu dia a dia, além de obter descanso físico e mental.

Haveria a possibilidade de minha magia não funcionar por alguém a ter selado de alguma forma?


O selamento

Esse texto foi criado com base nos relatos de inúmeros bruxos, para lançar luz sobre um problema decorrente de um fenômeno moderno na democratização do conhecimento e da magia; um problema que algumas pessoas tem sentido e sofrido, por origens diversas: o Selamento.

O que vem a ser selamento, no sentido de bloqueio?

Não me refiro ao selamento como o conjunto de movimentos, sigilos e fetiches aos quais todos recorrem para lançar um encantamento, mas sim ao exato extremo oposto: o bloqueio mágico, ao qual a maioria atribui à ação de terceiros que em geral o faz de forma proposital, usando de certo artifício que pode variar para “selar” suas habilidades mágicas. Esse conceito de selar outro bruxo é reflexo do grande aumento de bruxos na sociedade atual e de possíveis atritos que venham a ocorrer entre eles. Ainda tentando elucidar, ao menos para quem está familiarizado com jogos de rpg, é muito semelhante a famosa magia “silence” (*silencio), onde a vítima não pode lançar feitiços enquanto estiver sobre seu efeito.

A questão é: isso é realmente possível? O que fazer quando somos vítimas de um selamento?

Selamento Psicológico – e o poder da persuasão

Primeiramente não falaremos do selamento como uma questão mágica, mas sim psicológica. Muitas pessoas que alegam poder selar as habilidades mágicas de outras, no fundo não têm poder ou conhecimento para tanto, se valendo então de um recurso mais simples, mas muito eficaz: a sugestão.


Esse é o motivo pelo qual algumas pessoas que alegam estar selando, “avisam” suas vítimas que o estão fazendo, o que não haveria necessidade tecnicamente se fosse um ataque mágico deliberado. Mas assim funciona o sistema da “criação de tabu”. Através de coerção, intimidação ou outros meios, simplesmente se avisa a vítima que a está selando, e por sugestão e medo a própria vítima se encarrega do restante, selando senão magicamente, ao menos psicologicamente, a si própria. Uma vez convencida de que está selada, ela cria um “tabu” que se torna sua realidade onde ela não consegue lançar um encantamento “por que foi selada por alguém” que a convenceu através de seus meios, e com isso ela também se convence automaticamente que a pessoa que a selou possui recursos, sejam mágicos, ou de conhecimento maiores que o dela, rendendo assim uma eficácia exponencial ao dito selamento.


Esse método é largamente utilizado pelo meio religioso televisivo de hoje em dia, onde apresentadores bradam em rede nacional as maldições contra seus desafetos, na esperança que o peso de sua palavra de alguma forma convença a pessoa que ela realmente esta amaldiçoada. Esse método é inclusive usado por pessoas não-bruxas contra bruxos com resultados.

Selamento Mágico – e os selamentos que todos praticamos

Diferentemente do selamento psicológico, o praticante da arte realmente se empenha em utilizar meios mágicos, além dos psicológicos para selar. Mas se engana quem acha que quem utiliza esses métodos possui um perfil maligno definido: selar é mais comum do que parece.


Existem diversas formas de selar inimigos por proteção, como com caixas de espelhos, garrafas de bruxa, sigilos e encantamentos diversos. Até mesmo alguns amuletos visam bloquear as habilidades mágicas de certos bruxos contra seu usuário, sabendo que magia pode ser perigosa se mal utilizada, para si e para terceiros. Como esse texto tem por finalidade ajudar a se livrar de um selamento e não ajudar a selar, ressalto que há muitos meios para se defender como, por exemplo, os já mencionados aqui no texto como caixas de espelho e garrafas de bruxa.


A parte incômoda é que algumas pessoas quando motivadas por ódio, inveja e outros sentimentos realmente se esforçam muito somando meios mágicos e psicológicos para oprimir suas vítimas, que realmente acreditam estar sobre um dos mais poderosos encantamentos sobre ela já lançados na vida. Essa crença leva a pessoa a uma nulidade alimentando de forma parasitaria seu causador, que passa a vampirizá-la sempre a lembrando periodicamente de sua presença e do seu selamento, que sabe da eficácia de seu encantamento enquanto a vítima se mostrar frustrada demais para reagir. Nessa hora temos que avaliar se estamos realmente sofrendo um selamento mágico, psicológico ou misto.

Como se livrar de um selamento

Evidentemente a pessoa que supõe estar selada por alguém tem o porquê pensar isso: ela não esta conseguindo realizar seus encantamentos ou processos ligados à magia. Antes de adentrar num ponto contra selamento, é necessário sermos realistas e sinceros conosco e nos perguntarmos:

  • Como eram meus encantamentos antes do selamento e o que mudou realmente? A sugestão dessa pergunta é por um motivo muito simples: algumas pessoas praticam uma arte magica genérica e fraca, supervalorizando seus resultados para não afetar a autoestima, o que não é de todo ruim, até entrar em conflito com alguém, que por um desentendimento uma das partes alega “selar” as habilidades mágicas da outra, a privando de exercer suas artes mágicas, inclusive para se defender. Mas o que fazer quando não conseguimos nos desvencilhar desse tabu?

  • Primeiramente descanse. Não adiantará tentar praticar magia sem descanso: corpo e mente precisa estar descansados.

  • Medite e acalme-se: nada adianta se a mente estiver turva ou conturbada.

O passo importante: Imagine o selamento como algo com forma física: certamente ficará mais fácil dar fim ao selamento se o mesmo puder realmente vê-lo como uma alegoria ou representação da mesma. Para tanto é necessário interpretar como o selamento o afeta e como e o faz senti-lo. Por exemplo, o selamento pode literalmente lacrar seus encantamentos como uma fita adesiva tapando sua boca e olhos, ou como amarras nas mãos ou até mesmo como um cadeado trancado. As alegorias são infinitas, mas o fato é que você deverá escolher uma (ou algumas) para praticar um ritual muito simples, onde você se liberta do selamento. Ali ela será mais do que representação: será o próprio artifício utilizado contra ti para o selamento, e que agora será trabalhado e destruído. Monte um altar básico onde, por exemplo, você remova a fita adesiva da boca, destranca o cadeado ou desata o nó, proferindo palavras de ordem:

“Pela fé na grande arte, me faço livre das amarras e do silêncio que emudecia minha magia. Retorne a origem jugo silencioso e cala meu inimigo. Não perseguirá e não aprisionará Minha magia. Esta feito – estou livre”

Evidentemente nada adiantará se a pessoa não crer no que está falando. Será necessário mais do que apenas falar, mas falar com o coração e usar de sua fé verdadeira. Esse molde pode ser incrementado com muita eficácia adicionando o nome de suas entidades protetoras preferidas ou suas preces mais poderosas.

Em seguida acenda uma vela votiva na cor que mais lhe parece representar a liberdade e procure meios complementares de selar ou se proteger do causador (caso sinta necessidade disso), como amuletos e rituais de proteção mais apropriados, mas não se esqueça de NÃO superestimar ou dar crédito para maldições dessa pessoa que alega ter te selado: isso é dar sua energia a ela que a usará contra você logo em seguida. Apenas se afaste dela e siga com sua vida.

Minha magia pode melhorar com ajuda dos deuses? Existe algum deus e deusa da magia em especifico?

É comum aos despertos serem assediados às vezes por membros de vários grupos diferentes, querendo assim aumentar o contingente. Isso é bem comum, e não chega a ser nocivo, desde que não haja soberba sobre os conhecimentos acerca dos panteões seguidos dentro do grupo, covens, camarilha, etc. A soberba faz um bruxo crer que seu panteão ou divindade preferida esta acima e mais correta que qualquer outra, caindo assim na mesma armadilha do fanatismo religioso cristão, onde é perpetrado o desprezo e repudio por outros credos e religiões.

Na antiguidade havia bruxas e sacerdotisas. A sacerdotisa era ligada a um credo, e a um panteão de onde vinha certo estilo de conhecimento e magia. A bruxa em si, era ligada a magia, não se valendo dos métodos ortodoxos das sacerdotisas para evocar a magia, tendo uma relação mais particular com os panteões em si.

Pode-se dizer que sim, há deuses que regem certas magias, mas você em momento algum é obrigado a se sujeitar a um método que contraria sua índole ou seu código de ética e honra, ainda mais se for imposto de maneira opressiva por outra pessoa, se julgando detentora da verdade. Uns dos maiores tesouros da magia são a liberdade e a multiplicidade de culturas e credos, dos quais se pode extrair sempre o melhor do melhor, para evoluir seus conhecimentos, espiritualidade e feitiços.

Àqueles que querem seguir um panteão em específico é recomendado apenas que estudem sobre a genealogia e teogonia das divindades para evitar erros crassos ou incoerências que podem inutilizar todo o trabalho. Se Vênus e/ou Afrodite e Freya são deusas do amor e sexo, não é recomendável evoca-las em feitiços de proteção do lar, ou para a procura de emprego (a menos que o emprego esteja ligado ao sexo é claro). Essas “profissões” dos deuses estão presentes em quase todos os panteões e existem em geral uma correlação aproximada, sendo que em alguns há vários, noutros a duplos e em alguns carecem de atributos.

Sugiro nesse caso é que se pesquisem em fontes confiáveis textos sobre mitologia ligada aos seus pontos de interesse, estudando os panteões para descobrir qual o mais adequado para seu método mágico.

Entrando em contato com a divindade Cada divindade tem certas características especiais, atributos que regem, que podem ser além de tudo um meio de conexão com o divino. Você pode através da meditação atingir estados alterados de consciência, o estado de contemplação, para apurar a sua recepção de estímulos e assim conseguir sentir a presença divina. Você pode por um meio de prova, uma chama de vela que se altera, por exemplo, para atestar a presença. Esse é só um exemplo e provavelmente seu coração indicará o mais adequado e com maior sentido para você. Se está entrando em contato com uma divindade, seja cordial e respeitoso, pois ela o adotará como súdito e de certa forma, como filho. Haja com paciência, humildade e ponderação, e receberá as graças e conselhos que precisa. Você pode inclusive não se ligar a nenhuma se preferir, ou ainda ligar apenas ao sagrado masculino e feminino, evocando o sagrado em si mesmo, e na sua ligação com sagrado universal, despindo a divindade de qualquer nome.


ATENÇÃO: Este texto foi escrito pelo Junnýperos Cordeiro que gentilmente deu a sua permissão para reproduzi-lo aqui na Axioma.

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