O que aguarda quem sai do armário de vassouras?


Privacidade é um direito de todos. As vezes sem perceber nos distanciamos da privacidade e adentramos no anonimato, que em muitas ocasiões também é um direito, noutras sinal de algo mais grave: quando uma pessoa se vê obrigada a usar nomes, fotos e perfis falsos para evitar a perseguição seja no âmbito familiar ou outras rodas da sociedade é porque algo de errado tem acontecido.


Todos têm o direito de escolha assim como todos temos que repetir as escolhas alheias.

Você é respeitado por suas escolhas? Essa é a questão.


Sair do armário de vassouras é um termo anedótico e pejorativo, usado geralmente entre pessoas do meio ocultista para se referir ao fato de uma pessoa admitir que possui interesse em conhecimento e arte ocultista e esotérico, sem se incomodar com o fato de que com isso, possa vir a ser equiparado ou classificado como bruxo, mago, feiticeiro ou algo semelhante.


O termo faz alusão ao personagem de J. K. "Harry Potter" que passou a maior parte da infância trancado em um armário de vassouras dos seus tios, sem que o deixassem saber que na verdade era filho de bruxos e tal qual eles, possuía grande talento para magia, e uma vaga numa promissora escola relacionada ao tema, desde o nascimento. Um dia, devido ao fato dos tios destruírem as cartas com o aviso de matrícula enviadas pela escola, Harry Potter é resgatado por outro personagem, zelador da escola. Ao sair do armário, sua vida de bruxo finalmente começa.


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Apesar de parecer cômico, quem se depara com a mesma questão na vida real, pode ter que encarar situações igualmente constrangedoras. Em vista do tabu que se tornou o ocultismo, em boa parte ministrada por um sistema teocrático caótico e silencioso que tem cegado a população cada vez mais, o rescem saído do armário, logo teme ser quem ele é, pois é comum como primeiros obstáculos o conflito cultural com parentes e amigos, e por mais discreto que seja, sofrerá discriminação e preconceito, não obstante, sendo alvo de agressões verbais e até físicas.


Leigos, mesmo próximos a ela, atrelam prefixos ofensivos e as estigmatizam como sendo pessoas de almas condenadas a uma dimensão infernal, pelo simples fato de discordarem de sua visão de mundo e espiritualidade. O tratamento a eles dados é duplamente ofensivo e contraditório, em vista dos dogmas máximos que a maioria das religiões pregam: o amor ao próximo, preceito inquestionável para a própria salvação, além de ferir ainda o direito constitucional de liberdade de expressão, e religião (ou ausência da mesma), atingindo assim o estado laico, sendo assim passível de punição segundo o código penal vigente (artigo 5 da Constituição Federal).


Leia o artigo 5 da Constituição e veja como você possui amparo legal sobre sua espiritualidade, crenças, costumes e fé.

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ATENÇÃO: Este texto foi escrito pelo Junnýperos Cordeiro que gentilmente deu a sua permissão para reproduzi-lo aqui na Axioma.

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