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Assiah - O Mundo da Matéria e da Ação | Cabala


A Árvore da Vida é um sistema cabalístico hierárquico em forma de árvore, que é dividida em dez partes, (ou dez frutos, ou dez esferas, ou dez sephirah). Esses frutos têm sentido ambíguo, podendo eles ser interpretados tanto como estado do todo, do universo, como podem ser lidos como estados de consciência. Ou seja, podem ser lidos tanto microcosmicamente, do ponto de vista do homem, como macrocosmicamente, ou seja, do ponto de vista do universo em geral. Macrocosmicamente, a Árvore deve ser lida de cima para baixo, e microcosmicamente, deve ser lida de baixo para cima. Macrocosmicamente, a Árvore começa em Kether (Coroa), que é a centelha divina, a causa primeira de todas as coisas, e desce na árvore tornando-se coisa cada vez mais densa. Esse é o método cabalista de explicar a criação do mundo, e contrasta com o método científico do mesmo. A última sephirah é Malkuth (Reino), a Matéria Densa, o último estado das coisas. Microcosmicamente, subindo na Árvore, partindo de Malkuth, o homem aproxima seu estado de consciência elevando-se cada vez mais próximo de Kether. Então, a Árvore da Vida tanto pode ser usada para explicar a criação do Universo, como para hierarquizar o processo evolutivo do homem. Por isso, a Árvore da Vida é usada como referência em várias ordens de magia, para classificar seus graus.


Entretanto uma Sephirah não pode ser entendida num único plano pois ela tem uma natureza quádrupla, ou seja, é composta por quatro planos (quatro mundos). São eles:


Assiah: O Mundo da Matéria; O Mundo da Ação


Yetzirah: O Mundo da Formação e dos Anjos


Briah: O Mundo da Criação, também chamado de Khorsia; O Mundo dos Tronos


Atziluth: O Mundo Arquétipo; O Mundo das Emanações; O Mundo Divino



Assiah, o Mundo da Ação, o Mundo da Matéria


O Mundo Assiático não é, estritamente falando, o mundo da matéria. Do ponto de vista Sephirótico ele também vai do plano astral ao etéreo inferior, que juntos, formam a base da matéria. No plano físico, as Emanações Divinas manifestam-se por meio de Dez Chakras Cósmicos, estes que correspondem perfeitamente aos centros que existem no corpo humano. Os Chakras consistem no Primum Mobile, ou Primeiro Movido, a Esfera do Zodíaco, os sete planetas e os elementos - perfazendo o total de dez.


Assiah também é chamado o mundo das cascas, mundo da ação, OVLM HQLIPVTh, Olahm Ha-Qliphoth, que é o mundo da matéria, o plano físico, feito de grossos elementos da árvore da morte. Este mundo também é a residência de maus espíritos que são chamados "as cascas" pela Qabalah, Qliphoth, cascas materiais. Nós vivemos neste mundo e aqui somos limitados pelos sentidos.


Assiah é onde todas as dualidades estão afloradas. Então dependendo das ações do homem, ele pode mergulhar tanto na Árvore da Vida quanto na Árvore da Morte, pode pender tanto para bem quanto para o mal. Então Assiah não é o mundo de Qlipoth, mas o único dos quatro mundos onde se tem passagem ao Reino das Qlipoth.


A partir daqui adentramos ao Mundo de Malkuth (Reino) ou de Ação onde se convergem as realidades materiais. Na realidade humana trata-se do corpo físico. Temos então o resultado fático da Vontade alimentada pelos Sentimentos e planejada pela Inteligência. Os três elementos mais voláteis Fogo, Água e Ar se realizam na Terra onde tomam corpo, realidade palpável no mundo em que vivemos.


O Mundo da Ação ou Produção é a emanação mais remota da Luz original. É o plano denso que conhecemos através dos sentidos, no qual a densidade atinge o seu mais alto grau, constituindo-se em corporeidade. A sutileza da Luz original conclui a sua trajetória gradativa e descendente até a manifestação final na matéria.


O processo de manifestação nos quatro planos ocorre sucessivamente de forma especular: o corpo é o aspecto da forma que, por sua vez, representa a idéia que reflete a emanação primeira da Luz original. Em outras palavras, a matéria é o espírito em outro estado e vice-versa. É possível inferir, então, que a cada ser, evento ou ação no plano físico, corresponde uma contraparte espiritual que lhe é equivalente vice-versa.


O Mundo da Ação contém a natureza do homem; os dez aspectos que se revelam em cada plano, à sua maneira, nele se manifestam como o corpo e os atributos humanos, com analogia com os astros, as hostes angelicais, os arcanjos, os atributos divinos e os Nomes de Deus dos demais planos. Isto explica a afirmação bíblica de que o homem foi feito “à imagem e semelhança” de Deus.


Esclarece também como a unidade se diversifica sem perder o caráter unitário, como tudo perpassa tudo é perpassado por tudo, e como Deus faz emanar o Seu reflexo sob as formas de universo, natureza e homem, em hierarquia gradativa e descendente, sem, contudo, perder o caráter divino, O Mundo da Ação se manifesta como o plano dos sentidos.


Esta compreensão da estrutura do universo sugere que toda a Criação é emanação divina, como uma extensão da Divindade. A proximidade ou afastamento em relação à fonte original determinam o grau de espiritualidade ou materialidade e de sutileza ou densidade dos planos criados e tudo o que eles contêm.


Com o entendimento dos quatro planos cósmicos, é possível compreender também os âmbitos de atuação dos segmentos da alma. Cada plano cósmico é adequado à ação de determinado segmento.

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